São Paulo

Mulher, patrão e cachaça

19 de janeiro de 2026

Num barracão da favela do Vergueiro…

Em minhas pesquisas sobre a cidade de São Paulo descobri que a Favela do Vergueiro, na qual é ambientada o samba de Adoniran Barbosa, ‘Mulher, patrão e cachaça”, realmente existiu e seus moradores resistiram o quanto puderam para não serem expulsos de lá. Mas, a área da antiga favela deu lugar ao bairro Chácara Klabin, e mais informações estão disponíveis na Internet. Encontrei, inclusive, uma dissertação de mestrado muito interessante, de Fernão Lopes Lara*, datada de 2012, sobre a relação da favela com o sistema econômico e social em que vivemos, citando o samba de Adoniran. Vale conferir este belo trabalho. de pesquisa e considerações sobre o problema de moradia daqui e de toda cidade grande. De minha parte, como música, criadora de projetos (histórico, poético-musicais), gostaria de chamar atenção sobre como as manifestações culturais nos colocam em contato imediato com realidades e situações vividas por outras pessoas, em outra época e condição, e como fazem isso de maneira brilhante, intensa; fazem brotar imediatamente a humanidade, a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro e dá testemunho de outros tempos, desta mesma cidade que habitamos agora. Deixo aqui a gravação que nós, do Toque de Bambas, realizamos em estúdio desse samba, disponível no Spotify e também no Youtube Music:

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8 comentários

  • Responder Silvia M Ribeiro 19 de janeiro de 2026, 23:32

    Que surpresa boa, Dani Mattos, senti saudade!
    Excelente sua pesquisa e pensata. … O samba é antropológico e mais, um despertador de empatia.
    Belo, Bela!

  • Responder ANTÔNIO OLIVEIRA MAFRA 22 de janeiro de 2026, 8:05

    Parabéns pelo resgate urbano.

  • Responder Chico Médico 22 de janeiro de 2026, 11:17

    Oi, Dani
    Belíssima lembrança. Essa canção é ótima! Porque será tão pouco lembrada nas rodas? Adoniran escrevia esses “fechos” geniais para suas canções – outro de que me lembro sempre e que me comove sempre: “e essa gente aí, hein, como é que faz?” de Despejo na Favela. Sua voz brilhante e afinada está aí, não deixa a gente esquecer!
    Grande beijo do seu admirador
    Chico Médico

    • Responder Dani Mattos 23 de janeiro de 2026, 18:10

      Pois é, não sei por quê. Sim, esse samba remete ao Despejo na Favela, mostrando como Adoniran conseguia capturar a emoção de todos quando alegre e também quando reflexivo. Abraço!

  • Responder Luci Biaggi Ferraz 22 de janeiro de 2026, 16:34

    Parabéns pelo ótimo texto que, com música, nos leva a um passeio pela cidade de São Paulo!

  • Responder Sylvia Mello Silva Baptista 23 de janeiro de 2026, 17:12

    Que legal, Dani. Muito bom ter alguém resgatando as histórias de São Paulo; com música então…

  • Responder Marcelle de Andrade 29 de janeiro de 2026, 18:10

    Lindo texto !

  • Responder Carlos Eduardo Milani 1 de fevereiro de 2026, 20:05

    Delícia de leitura! Adoniran sempre consegue transformar histórias da cidade em poesia. Parabéns pela iniciativa!

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