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Oficina vai ensinar a trabalhar os elementos sonoros cotidianos dentro da sala de aula

25 de junho de 2026

O projeto arte-educativo Villa-Lobos para Todos trabalha com a proposta de perceber de uma forma diferente os elementos sonoros que existem em nosso cotidiano – como o som ambiente da casa, da rua, do bairro, etc. No vídeo, a canto-terapeuta Bettina Irene Happ exemplifica o processo utilizando pedaços de madeira. Assista ao vídeo aqui.

Nas oficinas, ministradas pela regente Dani Mattos, os alunos vão entender que esses mesmos elementos sonoros são utilizados na música – como timbres, altura de nota, intensidade, entre outros.

Acessibilidade – carrossel com imagens: em vídeo, mulher com roupa branca em um fundo branco utiliza uma baqueta e pedaços de madeira para extrair som; fogão com a chama acesa, filtro enche garrafa de água, gato toma água corrente da torneira; em foto: bambuzal, mulher lavando a louça, chaleira no fogo e fogueira. Imagens remetem a cenas do cotidiano em que podemos perceber os sons que nos acompanham.

Villa-Lobos para Todos – 3ª Edição é apresentado pelo Ministério da Cultura e Toyota Expoente, com patrocínio de Toyota Expoente, apoio de Caraigá, produção de Mosaico Produções e realização de Dani Mattos. Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet. Realização Ministério da Cultura / Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro.

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Oficinas musicais gratuitas!

24 de junho de 2026

Inscrições abertas para instituições!

Oferecemos gratuitamente oficinas presenciais de musicalização para instituições da cidade de São Paulo. A equipe do projeto se desloca até a sua instituição!

Quem pode se inscrever:
– Instituições públicas de ensino fundamental, médio ou superior
– Instituições públicas culturais
– Instituições sociais com atuação educacional comprovada

Requisitos da instituição:
Capacidade de organizar grupo de até 30 participantes
Dispor de espaço físico adequado para a atividade
Comprometer-se com a assinatura de Declaração de Recebimento

Como funciona:
– Inscrição institucional — não individual
– Os participantes são indicados pela própria instituição
– 4 oficinas disponíveis, distribuídas por ordem de inscrição
– Atividade presencial e totalmente gratuita

Para se inscrever:
Inscrições abertas a partir de 26 de junho às 7 horas!
Acesse o formulário pelo link
ou envie e-mail para villalobosparatodos@gmail.com e enviaremos as instruções.

Acessibilidade – Arte gráfica com fundo verde água. Duas ilustrações minimalistas de figuras humanas estilizadas com vestidos pretos e brancos em diferentes poses, dispostas lado a lado. Texto: “Oficinas Musicais Gratuitas – Villa-Lobos Para Todos – 3ª edição.

Villa-Lobos para Todos – 3ª Edição é apresentado pelo Ministério da Cultura e Toyota Expoente, com patrocínio de Toyota Expoente, apoio de Caraigá, produção de Mosaico Produções e realização de Dani Mattos. Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet. Realização Ministério da Cultura / Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro.

#VillaLobosParaTodos #HeitorVillaLobos #DaniMattos #musicaclassica #musicaclassicabrasileira

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A regente Dani Mattos fala sobre Mapa Sonoro

23 de junho de 2026

Veja o vídeo no post do Instagram

Mapa sonoro! E os sons que envolvem a gente cotidianamente!

O projeto arte educativo Villa-Lobos para Todos trabalha com a proposta da escuta ativa, em que percebemos os elementos sonoros que existem em nosso cotidiano – como o som ambiente da casa, da rua, do bairro, do gato tomando agora na torneira, da madeira queimando na fogueira, a chaleira avisando que a água ferveu, o vento batendo nas árvores, etc.

Nas oficinas, os alunos vão entender que esses mesmos elementos sonoros são utilizados na música como timbres, altura de nota, intensidade.

Acessibilidade – Dani Mattos, regente e coordenadora do projeto, mulher, vestida de vermelho, em frente a uma estante de vinis e CDs, explica o que é Mapa Sonoro.

Villa-Lobos para Todos – 3ª Edição é apresentado pelo Ministério da Cultura e Toyota Expoente, com patrocínio de Toyota Expoente, apoio de Caraigá, produção de Mosaico Produções e realização de Dani Mattos. Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet. Realização Ministério da Cultura / Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro.

#VillaLobosParaTodos #HeitorVillaLobos #DaniMattos #musicaclassica #musicaclassicabrasileira

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A Época de Ouro da MPB no Radio, uma visão feminina

5 de junho de 2026

Concedi entrevista esta semana à Radio Baruk, do querido e talentoso Afrânio. Conversamos sobre meu lado pesquisador de músicas e compositores da música popular brasileira. É sem fim essa atividade que realizo com prazer, informal e constantemente. Me surpreendo sempre com a quantidade de músicas excelentes que acabo descobrindo. São como pérolas que estivessem muito escondidas. Aliás, digo isso na entrevista, acho que quanto mais tomamos conhecimento dessas canções, da nossa riqueza cultural, mais ricos nós mesmos nos tornamos, como artistas, como sociedade, como ser humano. O rádio, na época que retratamos, era o veículo de comunicação. Transmitia notícias, esporte, realiza programas de calouros, lançava a próxima marchinha do carnaval, dava sentido de pertencimento social. Estava nos lares de todo mundo. Não é pouco! Assista na íntegra este delicioso bate-papo sobre esta época tão fértil da nossa música. O cenário é o Rio de Janeiro, então capital da república. Espero que gostem!

Blog, Música

  Família Fratantonio e a música

13 de abril de 2026

  Fui recebida pela família Fratantonio na residência deles, para uma conversa com a pianista Maria Apparecida Boucault Fratantonio.  Filha e sobrinha de músicos, Maria Apparecida seguiu a carreira de concertista tendo iniciado seus estudos de piano aos quinze anos de idade, no Conservatório Dramático Musical, em São Paulo.  Fez carreira de concertista apresentando-se regularmente no Theatro Municipal, Theatro São Pedro, Cultura Artística e Sala São Paulo. Durante a conversa, o sobrinho Alê Frata, fotógrafo com fortes inclinações musicais, e o filho, Marcelo, lembraram dos avós, pais de Maria Apparecida, sempre cantando e tocando juntos. O Ale eu conheci quando ele registrou alguns shows que eu estava fazendo pelo CultSP. Ficamos amigos e trocamos CDs; eu, o do Cronistas da Cidade*, (gravado em estúdio por mim e pelo Toque de Bambas); ele, o CD Piano*, de sua tia, Maria Apparecida.  Ele me contou que fez as fotos da capa e contracapa. Os filhos dela também ajudaram na produção. Falou disso tudo com tanto entusiasmo e orgulho, que me deu vontade de conhecer esta família. Até que combinamos um encontro entre sua tia pianista e eu, na casa dela, na Granja Julieta. Que honra!  Na casa da família Fratantonio há dois pianos: “Um é de estudar, e o outro, de cauda, é de tocar”, explicou Maria Apparecida. O de estudar, fica num pequeno estúdio destinado também às aulas de piano que ela dá. “É herança dos meus pais”, (o tal piano usado para as cantorias).  O de cauda, fica na sala, e foi presente de Marco Antonio, seu marido na época. Maria Apparecida tocou prelúdios de Chopin, trechos de concertos de Brahms, e, a meu pedido, as Bachianas Brasileiras n4, de Heitor Villa-Lobos.  Depois de um cafezinho com bolo de cenoura, tudo feito por ela, comentamos como a reunião em torno da música sempre nos traz boas lembranças. E nós ali, naquele momento, fomos também testemunhas do quanto ela nos aproxima.  Eu também tive a oportunidade de participar da realização de uma gravação em estúdio do meu sogro, Carlos, o China. Neste caso, ele não era músico, mas cantava bem demais e tinha um refinado gosto musical. Nos encontrávamos toda semana na casa dele para as cantorias; ele, um violonista e eu. Como nos divertimos! Convidávamos amigos dele e todos cantávamos juntos. Noel Rosa e Paulinho da Viola eram os seus preferidos. A capa do CD foi feita pela  neta do Carlos, minha sobrinha Maria. Teve até festa de lançamento na casa dele com roda de samba e muitos amigos!   Espero que a música seja capaz de nos trazer sempre momentos inesquecíveis e que continue unindo e reunindo as pessoas.  Isto faz parte da humanidade. 

*https://open.spotify.com/intl-pt/artist/3vhCLSXlkx4enW4bFbl4od?si=lHTLX0myQr6rocL61SGGeQ 

*https://open.spotify.com/intl-pt/artist/4bgzzmDO2omtbQ6HFFMKEc?si=njZXCB00QK-3tUyIRlxUcA 

As capas dos CDs:  

Foto: Ale Frata
Arte: Branca de Oliveira

Arte: Maria Ozi

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Tributo a um bamba, viva Ideval Anselmo!

20 de fevereiro de 2026

“É festa, é baile, é som de cristal, o romantismo, a gafieria e o carnaval”…
 

Em 2017, no aniversário de 463 anos da cidade de São Paulo, Dani Mattos e Toque de Bambas se apresentaram na Casa Mário de Andrade, levando o show Cronistas da Cidade, roda de samba, esquetes de radionovelas, poemas e curiosidades sobre a ‘metrópole polista’.  Gostamos de nos apresentar em lugares que conversem com esses temas, e desta vez o local foi nada menos que a Casa de Mario de Andrade, na Rua Lopes Chaves, Barra Funda. Junto com Pascoal da Conceição, que encarna verdadeiramente o Mario, recebíamos o público para a apresentação.  A Barra Funda sempre foi um bairro de resistência cultural. Podemos citar muitos exemplos, como o Teatro São Pedro e sua longa relação com a classe artística e a luta contra a ditadura.  Celeiro do samba paulista e de outras manifestações populares, é lá que se encontram algumas tradicionais escolas de samba, como o Camisa Verde e Branco, que começou como um cordão carnavalesco.  Para ilustrar nossa roda de samba com curiosidades frescas, fizemos uma prévia pesquisa pelo bairro e convidamos antigos moradores para dar seus recados.  Um deles, vejam que honra, foi Seu Ideval Anselmo, que contou boas histórias, tristes, nostálgicas e também engraçadas, sobre a questão das dificuldades de ser negro, de ser sambista e dos sucessos que seus sambas-enredos fizeram, o que o tornou, com justiça, o maior ganhador de sambas-enredo de São Paulo, sendo a maioria dos prêmios, pelo Camisa Verde e Branco.     Faleceu nesta última quarta-feira de cinzas, dia 18/02/2026, deixando muito ensinamentos a quem o conheceu e também àqueles que ouvem seus sambas. Viva Seu Ideval! https://youtu.be/EFLWI1oWTA8?si=4qDt3G2BB-fbVfg4

Toque de Bambas (Koka Pereira, Edu Batata, Dani Mattos, Tito Longo e Rodrigo Aranha), e seu Ideval na Casa Mário de Andrade em 25/01/2017

São Paulo

Mulher, patrão e cachaça

19 de janeiro de 2026

Num barracão da favela do Vergueiro…

Em minhas pesquisas sobre a cidade de São Paulo descobri que a Favela do Vergueiro, na qual é ambientada o samba de Adoniran Barbosa, ‘Mulher, patrão e cachaça”, realmente existiu e seus moradores resistiram o quanto puderam para não serem expulsos de lá. Mas, a área da antiga favela deu lugar ao bairro Chácara Klabin, e mais informações estão disponíveis na Internet. Encontrei, inclusive, uma dissertação de mestrado muito interessante, de Fernão Lopes Lara*, datada de 2012, sobre a relação da favela com o sistema econômico e social em que vivemos, citando o samba de Adoniran. Vale conferir este belo trabalho. de pesquisa e considerações sobre o problema de moradia daqui e de toda cidade grande. De minha parte, como música, criadora de projetos (histórico, poético-musicais), gostaria de chamar atenção sobre como as manifestações culturais nos colocam em contato imediato com realidades e situações vividas por outras pessoas, em outra época e condição, e como fazem isso de maneira brilhante, intensa; fazem brotar imediatamente a humanidade, a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro e dá testemunho de outros tempos, desta mesma cidade que habitamos agora. Deixo aqui a gravação que nós, do Toque de Bambas, realizamos em estúdio desse samba, disponível no Spotify e também no Youtube Music:

São Paulo

Jornada do Patrimônio 2025

22 de agosto de 2025

Tempos em Sentidos Cronistas contam as histórias de blocos e cordões de antigos carnavais de SP

A Jornada do Patrimônio, que tem como objetivo valorizar a arquitetura histórica de São Paulo, tem sua edição 2025 confirmada nos dias 16 e 17 de agosto, com o tema “Tempo em sentidos”. 

A Jornada do Patrimônio, uma iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa de São Paulo e Departamento do Patrimônio Histórico, desde sua criação, a dez anos, tem como propósito reconhecer e celebrar as memórias e as práticas populares relacionadas ao patrimônio da cidade. 

  Os roteiros envolvem visitas a imóveis históricos, oficinas, cursos e manifestações artísticas, destacando a importância da preservação do patrimônio material e imaterial da cidade, ao facilitar o acesso e garantir o engajamento do público com o patrimônio cultural e arquitetônico, promovendo o discurso da valorização e da preservação histórica.

Música

Humano Valor

14 de janeiro de 2024

Assisti recentemente o filme Worth, Netflix, baseado em fatos acontecidos, sobre um advogado que tem sua firma contratada para criar um fundo de assistência financeira às famílias das vítimas dos atentados de 11 de setembro, em Washington e Nova Iorque. A premissa para o ressarcimento dos familiares seria o quanto valeria a vida da vítima em questão; a vida de um executivo valeria mais do que a de um faxineiro? A de um bombeiro menos do que a de um banqueiro? E o filme, tenso do início ao fim, vai se desenrolando na tentativa impossível de quantificar uma existência, e se depara com as situações particulares de cada família, formadas, enfim, por seres humanos e suas necessidades, aspirações, planos, contradições.

Há um momento no filme, uma cena que dura bem pouco, aliás, que pra mim expressa essa impossibilidade. O advogado em questão, interpretado por Michael Keaton, é convidado a assistir uma performance musical* que tem como tema a perda.

A performance é como uma flechada; de uma beleza certeira e estonteante. Depois desta cena o protagonista entende que a premissa com que iniciou o processo de criação do fundo de assistência estava profundamente equivocada. A partir daí sua relação com as famílias se modifica completamente.

É a Arte, sempre Ela, expondo as feridas inerentes à experiência humana da maneira mais bela e tocante.

A composição se assemelha a uma ária operística. E tem a repetição de um mesmo intervalo (uma sexta Maior), como efeito de uma dolorosa verdade que não pode ser esquecida nem um por um segundo. Começa com uma solista (mezzosoprano ou contralto) entoando os intervalos enquanto elenca suas perdas; …”I lost a sock, I lost um guarda-chuva, um dente, meu pai”… e, então, vozes masculinas (barítonos) juntam-se a esta voz, cantando os nomes dos objetos perdidos. Entra, então, uma linha melódica em modo menor tocada por um órgão que se contrapõe ao ostinato desse intervalo de sexta Maior. Enquanto isso, assisitimos a performance de bailarinos reforçando a ideia de desorientação.

A mim esta linha melódica pareceu uma dança de partículas de areia e poeira levantadas por uma bomba.

Restou aos seres humanos desorientados, envoltos por essas partículas, a percepção da perda, retratada pelos tais ostinatos.

Uma beleza trágica!

I Lost a Sock · Bang on a Can · Concerto Köln · RIAS Kammerchor, do compositor David Lang.  
Leslie Dodge & Toby Lewellen, coreografia.
Música, São Paulo

Espaços de encontros e de cultura em SP

4 de dezembro de 2023

Acabo de me mudar para um bairro próximo ao centro. Tenho me divertido explorando seu território, caminhando pelas ruas, sem saber onde vou chegar e depois na intenção de buscar o caminho de volta. Nessa atividade descubro pequenas livrarias, brechós, bares, botecos e vejo muitas árvores. Ontem, domingo, voltando do Parque Augusta, peguei o Minhocão para voltar pra casa. Fechado para carros, era o espaço de todos que quisessem estar ali. Notei, na janela de um prédio que ladeia o Minhocão, a seguinte placa: “Teatro de Janela”. O público senta-se defronte à tal janela, e do Minhocão assiste ao espetáculo, realizado dentro do apartamento em questão. Achei fantástico! Esta é a São Paulo criativa, que resiste. E como não falar dos informais espaços culturais? Pode ser no endereço de alguém que se dispõe a abrir sua casa porque tem um pequeno jardim, uma varanda, e, principalmente, vontade de reunir grupos de pessoas em torno de uma perfomance artística. Nesse tipo de encontro, a troca é imensa. Faço minhas conjecturas sobre o assunto. O ambiente, o volume de som escolhido, o cuidado com a produção do evento, tudo converge para uma experiência rica e singular. Fico muito feliz ao frequentar tais lugares e honrada quando me apresento neles. Sábado agora, dia 9 de dezembro, por exemplo, farei uma apresentação com o grupo vocal Poucas & Boas, do qual sou regente, na Casa Passarinho. Na primeira vez que estive lá para ver o show de um amigo fiquei encantada com as soluções encontradas pelo casal de proprietários para dar conta de que o espaço tivesse todo o aparato necessário para realização das atividades artísticas que eles oferecem mesmo num espaço pequeno. Cada detalhe pensado com delicadeza e resolvido com muito capricho. Frequentar espaços assim é uma experiência de convivência gentil, delicada e de trocas significativas. Vale conhecer!

Grupo vocal Poucas & Boas apresenta O Guia Prático, de Heitor Villa-Lobos, 9/dezembro, sábado, às 19h30 na Casa Passarinho: Av. Dr Arnaldo, 1145 (próximo ao metrô Sumaré).

Ingressos no Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/poucas-boas-canta-villa-lobos/2255734?share_id=copiarlink

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