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Cozinheira Grã-fina de Sá Roriz, integra o show: A Época de Ouro da MPB no Rádio – uma visão feminina. Dia 26, sábado, 16h30.

24 de julho de 2014

Cozinheira grã-fina

Sá Roriz

COZINHEIRA- Faça o favor de me dizer

Se foi aqui que anunciaram

Precisar de uma empregada como eu, foi?

 

PATRÃO – Foi aqui mesmo que se anunciou

Precisar de cozinheira de forno e fogão

Que entenda de fato de seu metiê

E que saiba fazer com perfeição

 

COZINHEIRA- O que?

 

PATRÃO – Croquetes, empadas, cozido, ensopado, peru recheado, tutu de feijão. Que acorde bem cedo e durma no aluguel.

Que seja asseada e que seja fiel

Para evitar depois complicações

Eu quero saber já as suas condições

 

COZINHEIRA

As minhas condições agora eu vou dizer

Primeiramente aviso

Não quero saber

De lavar panelas, de varrer cozinha

Pois não sou uma qualquer e guardo certa linha

E louca por cinema

Sou de natureza

E gosto de um moreno

Que é um colosso

Adoto o sistema da semana inglesa

Aos sábados eu saio depois do almoço

Sou empregada sindicalizada

E quero ferias, quero os meus papéis

Não sou nada exigente: 300 mil réis

Vou querer de ordenado

Pago adiantado

PATRÃO

Não sei ainda como é que se chama

Será que a madama sabe fazer sala?

COZINHEIRA

Por decerto seu moço

Isso nem se fala

PATRÃO

Vai ver que a princesa também toca piano?

COZINHEIRA

E arranho o francês e o italiano

PATRÃO

Então eu lhe faço uma contraproposta

COZINHEIRA

Pois seja seu moço

Mas não estou disposta

A aceitar coisa que não satisfaça

PATRÃO

É mais negócio eu me casar consigo

E a senhora trabalha para mim

De graça!

 

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Cronistas da Cidade: Diálogo extraído de radionovela da Record (década de 40): Catarina e Zé Conversa, os dois blackouts da Record

24 de julho de 2014

 

Apresentador -Com vocês, Catarina e Zé Conversa, os dois blackouts da Record.

Catarina inventou que queria ser chique e mudar da Barra Funda.

De início Zé Conversa zombou da ideia achando que fosse apenas uma bravata da mulher.

Zé Conversa – Ai, meu Deus! Que farta de abuso! Tô fecano confuso co’essas  tuas atitudes. Tu nasceu foi pro fogão! Não queira ser branca, não. Tua cô num inludi.

 Catarina – Deixa de boquejo fúti. Vô passa creme na cuti e vô se muda daqui. Vô mora no Paiquembu e vô jogá meu bidu no barcão do Jequiti.

 Z.C. –Tu num sabe, meu blackout, que ansim tu me põe a knockout? Tu é nega! É nega mesmo! Come minduim de paçoca. Toma café cum pipoca. Come feijão cum torresmo!

 Catarina – Ih! Que eu já vô injoá! Quero cumê é caviá! Quero cumê omelete. Pega meu piti puá. Cumê patê de fuá. Pegá meu frango grisette!

 Koka – Quando Zé Conversa viu que o negócio era sério; Catarina já estava até usando sapato de crocodilo e vestido de cortina, ficou Branco só de pensar em perder a mulher e praticamente implorou que sua nega não o deixasse.

Os malandros também choram!

 Z.C. – O teu lugá é aqui! Num é lá no Jequiti. É no boteco da esquina! Ova minha voz que é franca. Só essas peste dessas branca é que presta pra sê grãfina. Tu não. Tua cô bacana num tem nada de ariana. Teu nego é um nego singelo.

Tu tem uma corzinha daqui. A cor que estragou com Otello.

Fica, nega, aqui comigo. Pra me acovocá o umbigo. Pra me dá teus beijo ameno. Se tu pensa em ir embora vou beber de hora em hora meio litro de veneno!

Catarina – Tua nega num tigiversa. Eu tô brincano, Zé Conversa! Isso é pra fora do bico. Aqui dentro do meu coração, tá dizendo uma oração: fico, fico, fico, fico…

 

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Vinícius No Parque

22 de março de 2014

Audiência composta por frequentadores do Parque do Ibirapuera, funcionários do CECCO. Muitas surpresas boas e emocionantes.

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