A ÉPOCA DE OURO DA MPB NO RÁDIO – UMA VISÃO FEMININA

Sua influência nos costumes da sociedade sob uma ótica feminina através da música popular.

 

“Encontrei o meu pedaço na avenida de camisa amarela…”

 

O projeto fala da importância do Rádio para a formação de uma identidade cultural nacional e da contribuição pessoal e artística das cantoras do rádio; Marlene, Maysa, Aracy de Almeida, Isaurinha Garcia, irmãs Batista,…, profissionais da música, forjando um novo comportamento da mulher, mais autônomo e independente, em um país ainda retrógrado e conservador de um lado, e cada vez mais urbano e cosmopolita de outro.

 

Outro aspecto abordado pelo projeto é a contribuição dessas artistas para a afirmação positiva de uma brasilidade latente que transparece nas composições de Chiquinha Gonzaga, e na inovadora interpretação de Carmen Miranda.

 

O objetivo do projeto é jogar luz sobre um momento culturalmente muito rico através de um olhar particular, o da mulher que viveu naquela época e foi retratada nas letras das canções de grandes compositores da nossa música, tais como Noel Rosa, Assis Valente, Ari Barroso, Lamartine, dentre outros.

 

Compõe o repertório também as marchinhas “Ó Abre-Alas”, de Chiquinha Gonzaga e “Pra você gostar de mim”, de Joubert de Carvalho, primeiro grande sucesso de Carmen e que, lançada através do rádio,  arrebatou o Carnaval de 1930, como a melhor marchinha. Inaugura-se neste mesmo ano a popularização do rádio em termos de alcance e linguagem.

 

Repertório do show:

–       Ó Abre-Alas (Chiquinha Gonzaga)

–       Pra Você Gostar De Mim (Joubert de Carvalho)

–       Recenseamento (Assis Valente)

–       Camisa Amarela (Ari Barroso)

–       Camisa Listada (Assis Valente)

–       Uva de Caminhão (Assis Valente)

–       Fez Bobagem (Assis Valente)

–       Só Pra Chateá (Príncipe Pretinho)

–       Teleco-teco ( M. Caldas/M. Pinho)

–       Cozinheira grãfina (Sá Roriz)

–       Disseram que voltei americanizada (Luis Peixoto/ Sá Roriz)

–       Doralice (Dorival Caymmi)

–       Quem é? (Custodio Mesquita/Joracy Camargo)

–       É dengo, meu bem,

 

Além das canções o espetáculo conta com diálogos e informações, recolhidos de pesquisa sobre a época retratada, que o ilustram de maneira dinâmica e divertida.

 

O projeto prevê uma atividade pós espetáculo, um bate-papo informativo à respeito das canções utilizadas no show inseridas no contexto da época.

Fundação Ema Klabin:

https://www.youtube.com/watch?v=PSl8Vq-hdQ0 – Cozinheira Grã-fina

https://www.youtube.com/watch?v=6L6NCZu6-vw – Taí – Pra você gostar de mim

https://www.youtube.com/watch?v=wZtQZEhtGAw – Uva de caminhão

https://www.youtube.com/watch?v=lIpvp9PEXRE – Doralice

https://www.youtube.com/watch?v=pjA3aubjI1M – participação especial da cantora Mecha Branca: Barracão de Zinco

 

Making of:

– https://www.youtube.com/watch?v=9bzKgEdBL7c – Teleco-Teco

– https://www.youtube.com/watch?v=ecF4MB1J2mM – Camisa Amarela

https://www.youtube.com/watch?v=VX-U3gnPKPM – Fez Bobagem

https://www.youtube.com/watch?v=iTBE2K-2Dog – Disseram que voltei americanizada

Ficha técnica: Rodrigo (Aranha) Carneiro: 7 cordas, Tito Longo; cavaquinho e arranjos, Samuel Marques: trombone, Koka Pereira: percussão.

 

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